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Sobre

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  • A Ilha

  • História

  • Geografia/Clima

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A ilha do Corvo está localizada a 27,8 km (15 milhas náuticas) da ilha das Flores. O conjunto das duas ilhas forma o Grupo Ocidental do arquipélago dos Açores. De origem vulcânica, o Corvo é a menor das nove ilhas, com uma área de apenas 17,1 km2 e uma população de aproximadamente 500 habitantes.

Vila Nova do Corvo é o menor município do arquipélago e o único povoado da ilha. A área habitada da ilha é essencialmente formada por uma rua principal e várias travessas muito estreitas e sombrias, por vezes, com menos de 1 metro de largura, as canadas e canadinhas – um imbricado de ruelas irregulares, de pavimentação grosseira com base em seixos rolados e que constituem um conjunto pitoresco e invulgar no contexto do arquipélago.

A povoação desenvolveu-se a partir da pequena enseada do Porto da Casa, onde foi construído um cais acostável nos anos 60, sendo o essencial da vida cívica concentrada numa praça amena e acessível, situada no meio da vila, enquanto a igreja, periférica, defronta o mar e parece proteger simbolicamente a ilha dos perigos que possam vir do Atlântico.

Duas casas tradicionais foram cuidadosamente recuperadas de forma a albergarem um moderno centro interpretativo cultural e ambiental da ilha, que foi lá instalado em 2007, contendo espaço museológico e galeria para exposições temporárias.

Os vários cones vulcânicos, com lendas que procuram dar sentido ao desconhecido, as casas invulgarmente próximas umas das outras e voltadas para o mar, procurando o aconchego dos vizinhos e a presença reconfortante da ilha das Flores, a vastidão do horizonte, a vida simples e calma de uma pequena comunidade fazem os encantos do Corvo – uma gota minúscula na vastidão do Atlântico.

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Descoberta por volta de 1452, a ilha do Corvo só seria povoada nos meados do século XVI. As fontes sobre as origens dos povoadores são frágeis, mas existem razões para se acreditar que os primeiros a se fixarem na ilha tenham sido escravos, sobretudo mulatos e alguns mouros, a que se seguiu uma segunda vaga constituída por rendeiros das Flores. No século XVII há notícia da chegada de gente da Madeira, da Terceira e do Norte de Portugal. Na verdade, a vila corvina apresenta traços de uma aldeia de Trás-os-Montes, na qual se nota, porém, a influência da América, mercê de um fluxo de emigração intenso e antigo para os Estados Unidos e Canadá.

O núcleo habitado do Corvo foi desde o início dependente do concelho de Santa Cruz das Flores e só em 1832 seria elevado a vila.

Apesar de ser um lugar isolado, cercado por penhascos íngremes e com uma população pequena, o Corvo, no passado, sempre esteve sujeito a ataques de pirataria. Por estarem localizados perto de uma praia de calhau chamada Porto da Casa, o povoado e a sua pequena capela eram de fácil acesso. A extrema estreiteza das ruelas pode ser explicada como oferecendo maior defesa e protecção contra os invasores. Algumas vitórias inesperadas foram interpretadas pela população como resultantes da intervenção milagrosa da imagem da Santa Padroeira do Corvo, Nossa Senhora do Rosário, denominada Nossa Senhora dos Milagres, pelos milagres que lhe são atribuídos. A imagem está exposta na igreja paroquial.

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Coordenadas: 31° 48' O e 39º 40' N

O Corvo é uma ilha de baixa altitude, formada por tufos sobrepostos de basalto, resultante de actividade vulcânica submarina explosiva no âmbito da qual foi surgiu um grande cone cujo topo se abateu formando uma cratera. É esta cratera a principal característica distintiva da ilha, a que se deu o nome de Caldeirão. No interior da cratera, encontram-se cones escoriáceos que não excedem os 30 metros de altura. Na vertente sudoeste, existem duas formações rochosas em basalto invulgares, designadas de Cavaleiro e Marco.

Clima

À semelhança das outras ilhas no arquipélago, o clima no Corvo é temperado e influenciado pela corrente do Golfo. O anticiclone dos Açores funciona como uma força moderadora na ilha, mantendo as temperaturas entre os 14ºC (57ºF) e os 27ºC (80ºF) ao longo de todo o ano. A localização do Corvo torna a ilha sujeita a tempestades atlânticas, e a precipitação e humidade tendem a ser elevadas durante o Inverno.

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Segundo Gaspar Frutuoso, a ilha produzia em finais do século XVI muito trigo, assim como pastel, favas, lentilhas e batatas. No início do século XVIII, a produção incluía trigo, cevada, centeio, linho, legumes, favas, batatas, lentilhas e hortaliças. Havia ainda várias espécies de gado no Corvo e uma brande abundância de lenha, sobretudo de cedro. O comércio era feito com as Flores e a Terceira, e baseava-se na troca de géneros: os Corvinos deixavam sobretudo muitos panos, galinhas e carneiros e traziam louças, açúcar, azeite, mel, vinho e roupas. A preferência pela permuta de mercadorias indicia a fraca circulação de moeda na ilha.

Mas esta fase de relativa prosperidade, suportada pelo trabalho de escravos, não duraria muito tempo. No século XVIII, as rendas pagas à Coroa portuguesa (ao tempo "dona" da ilha por morte do último donatário, cujos bens tinham sido confiscados) tornam a vida da população penosa ao ponto de a alimentação se basear no bolo de junça, milho, centeio e ervas agrestes. O cultivo de trigo não chegava para pagar o dízimo e ficar semente. O mesmo acontecia com a lã, quase toda usada no pagamento anual a que os habitantes do Corvo estavam obrigados. Além de falta de vestuário, havia também falta de casas para albergar a população, chegando a viver três casais na mesma habitação.
A grande crise económica sentida pelos Corvinos foi atenuada em 1832. Aproveitando a presença na Terceira dos liberais, uma delegação de Corvinos desloca-se a essa ilha para mostrar a Mouzinho da Silveira o pão negro que comiam e lhe falar das condições em que viviam. As rendas foram reduzidas para metade e alguns tributos abolidos. Apesar de a mudança ter trazido benefícios à vida dos Corvinos, ainda se fizeram sentir por largos anos os efeitos de um sistema tributário que tinha escravizado os habitantes durante tanto tempo, e a pobreza teimou em persistir na mais pequena ilha dos Açores, sendo apenas suavizada pelo forte espírito de comunidade que lá impera.

Nos anos 60, a súbita procura de algas para a indústria micaelense ocasionou uma momentânea, mas profunda, alteração das actividades económicas da ilha, reunindo a população em torno da nova solicitação. Actualmente, os corvinos dedicam-se maioritariamente à agricultura e criação de gado, ao turismo sazonal e à pesca, havendo na ilha alguma prestação de serviços.

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O Caldeirão – situado no Monte Grosso, na cratera do vulcão que deu origem à ilha. No fundo da cratera encontram-se dois lagos, de onde emergem pequenas ilhotas, espelhando no seu conjunto o todo arquipelágico a que o Corvo pertence;

Moinhos de vento – estruturas resistentes, edificadas em pedra negra, têm um mecanismo engenhoso no seu interior, que roda a cúpula de forma a que as suas velas triangulares estejam constantemente orientadas ao vento. Os moinhos de vento do Corvo são diferentes dos das restantes ilhas, sendo mais parecidos com aqueles deixados pelos Árabes no Continente português.

Os vários miradouros que proporcionam cenários de grande beleza e onde escasseia a presença humana.

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Atividades

Observação de Pássaros

Existem inúmeras espécies em todas as Ilhas.

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Observação de Baleias

Os Açores são um paraíso para a observação de Baleias e outros Cetáceos.

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Iatismo

A Baia da Horta é ponto de paragem para os inúmeros iates que atravessam o Atlântico.

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Pesca em Alto-Mar

Prepare-se para impressionantes capturas!

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Caminhada

Uma das melhores formas de conhecer as Ilhas é, sem dúvida, a pé.

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Cachalote

Uma cortesia da Picos de Aventura.

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Golfe

Os Açores tem três campos de 18 buracos, dois em São Miguel e um na Terceira.

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O Corvo é uma ilha muito pequena e, portanto, as actividades são reduzidas a caminhadas e pesca.

O Pico do Morro dos Homens é a maior elevação da ilha com 718 metros e a curta distância da Vila. Poderá ainda visitar o Caldeirão do Monte Gordo, uma grande cratera de 300 metros de profundidade e com a circunferência é de 3,4 km e que abriga duas lagoas.

Eventos

Sata Rallye Açores

Prova integrada no campeonato IRC.

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Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres

Acontecem em São Miguel, sendo as maiores festas religiosas dos Açores.

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Sanjoaninas

Ocorrem em Junho, na Ilha Terceira e são festas repletas de alegria, cor e música.

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O Corvo celebra as Festas do Espírito Santo, mantendo esta tradição Açoreana.

As Festas de São Pedro, são realizadas no último domingo de Junho, com uma procissão até a principal artéria de Vila Nova do Corvo, sendo prolongada a animação pela noite dentro, na Praça do Outeiro.

O terceiro Domingo de Julho é comemorado com uma procissão em honra da Sagrada Família, seguida do tradicional festival nocturno.

A maior festa local é realizada a 15 de Agosto, em honra de Nossa Senhora dos Milagres, a Padroeira do Corvo.

Gastronomia

Alcatra

Típica da Ilha Terceira, é cozinhada em Alguidares de Barro.

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Cozido nas Furnas

Cozinhado nas terras quentes das Furnas, em São Miguel, é uma especialidade a não perder.

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Sopas do Espírito Santo

Em Santa Maria, é mantida a tradição.

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Biscoitos de Orelha

Um doce típico da Ilha de Santa Maria.

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Os Pratos típicos do Corvo incluem Erva do Calhau, Molho de Fígado, Couves Fritas e Couves da Barca. O Queijo local, acompanhado com pão de milho, é uma verdadeira delícia.

Produtos Locais

Ananás

Cultivado em estufas, é apenas produzido em São Miguel.

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Queijo

Sendo produzido em todas a Ilhas, o mais conhecido é o Queijo de São Jorge.

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Wine

Here you can find the famous Pico Verdelho wine.

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Artesanato, queijo, bordados e madeira são, alguns dos produtos típicos do Corvo.

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